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'... "Isabella", ele pronunciou meu nome inteiro cuidadosamente, e então começou a brincar com o meu cabelo com a mão que estava livre. Como sempre, um choque correu no meu corpo quando ele me tocou. "Bella, eu não conseguiria viver comigo mesmo se eu te machucasse. Você não sabe como isso me torturou". Ele olhou pra baixo, envergonhado de novo. "O pensamento de você, rígida, branca, fria... nunca mais ver você ficar corada de novo, nunca mais ver esse flash de intuição que passa nos seus olhos quando você desvenda uma das minhas pretensões... isso seria insuportável". Ele levantou seus olhos gloriosos, agonizantes para os meus. "Você é a coisa mais importante pra mim agora. A coisa mais importante que eu já tive"."Você é uma idiota", ele concordou sorrindo. Nossos olhos se encontraram e eu sorri também. Nós sorrimos juntos pela idiotice e impossível felicidade do momento.
"E então o leão se apaixona pelo cordeiro..." ele murmurou. Eu escondi meus olhos pra não mostrar o quanto eles haviam ficado felizes com a palavra.
"Que cordeiro idiota", eu suspirei.
"Que leão doente e masoquista", Ele olhou para a floresta cheia de sombras e eu fiquei imaginando onde seus pensamentos haviam o levado. ...'
- Music: Paramore - Decode ♪

Eu vi deus sentado em seu trono: vênus
A religião que nós dois inventamos
Merece um definitivo talvez... pelo menos
Perceba que o que me configura
É sempre essa beleza
Que jorra do seu jeito de olhar
Do seu jeito de dar amor
Me dar amor
Não te dei nada que seja impuro
No futuro também vai ser assim
Se hoje amanheceu um dia escuro
Foi porque capturei o sol pra mim
Perceba que o que te configura
É sempre essa beleza
Que jorra do meu jeito de olhar
Do meu jeito de dar amor
Te dar amor
Perceba que o que nos configura
É sempre essa beleza
Que jorra do nosso jeito de olhar
Nosso jeito de dar amor
Nos dar amor
Não falo do amor romântico,
Aquelas paixões meladas de tristeza e sofrimento.
Relações de dependência e submissão, paixões tristes.
Algumas pessoas confundem isso com amor.
Chamam de amor esse querer escravo,
E pensam que o amor é alguma coisa
Que pode ser definida, explicada, entendida, julgada.
Pensam que o amor já estava pronto, formatado, inteiro,
Antes de ser experimentado.
Mas é exatamente o oposto, para mim, que o amor manifesta.
A virtude do amor é sua capacidade potencial de ser construído, inventado e modificado.
O amor está em movimento eterno, em velocidade infinita.
O amor é um móbile.
Como fotografá-lo?
Como percebê-lo?
Como se deixar sê-lo?
E como impedir que a imagem sedentária e cansada do amor não nos domine?
Minha resposta? O amor é o desconhecido.
Mesmo depois de uma vida inteira de amores,
O amor será sempre o desconhecido,
A força luminosa que ao mesmo tempo cega e nos dá uma nova visão.
A imagem que eu tenho do amor é a de um ser em mutação.
O amor quer ser interferido, quer ser violado,
Quer ser transformado a cada instante.
A vida do amor depende dessa interferência.
A morte do amor é quando, diante do seu labirinto,
Decidimos caminhar pela estrada reta.
Ele nos oferece seus oceanos de mares revoltos e profundos,
E nós preferimos o leito de um rio, com início, meio e fim.
Não, não podemos subestimar o amor e não podemos castrá-lo.
O amor não é orgânico.
Não é meu coração que sente o amor.
É a minha alma que o saboreia.
Não é no meu sangue que ele ferve.
O amor faz sua fogueira dionisíaca no meu espírito.
Sua força se mistura com a minha
E nossas pequenas fagulhas ecoam pelo céu
Como se fossem novas estrelas recém-nascidas.
O amor brilha.
Como uma aurora colorida e misteriosa,
Como um crepúsculo inundado de beleza e despedida,
O amor grita seu silêncio e nos dá sua música.
Nós dançamos sua felicidade em delírio
Porque somos o alimento preferido do amor,
Se estivermos também a devorá-lo.
O amor, eu não conheço.
E é exatamente por isso que o desejo e me jogo do seu abismo,
Me aventurando ao seu encontro.
A vida só existe quando o amor a navega.
Morrer de amor é a substância de que a vida é feita.
Ou melhor, só se vive no amor.
E a língua do amor é a língua que eu falo e escuto.
- Music: Paulinho Moska - Vênus ♪
© 2009 - Cintia Santana
'ISTO NÃO É UM LAMENTO, é um grito de ave de rapina. Irisada e intranqüila. O beijo no rosto morto. Eu escrevo como se fosse para salvar a vida de alguém. Provavelmente a minha própria vida. Viver é uma espécie de loucura que a morte faz. Vivam os mortos porque neles vivemos. De repente as coisas não precisam mais fazer sentido. Satisfaço-me em ser. Tu és? Tenho certeza que sim. O não sentido das coisas me faz ter um sorriso de complacência. De certo tudo deve estar sendo o que é. Hoje está um dia de nada. Hoje é zero hora. Existe por acaso um número que não é nada? que é menos que zero? que começa no que nunca começou porque sempre era? e era antes de sempre? Ligo-me a esta ausência vital e rejuvenesço-me todo, ao mesmo tempo contido e total. Redondo sem início e sem fim, eu sou o ponto antes do zero e do ponto final. Do zero ao infinito vou caminhando sem parar. Mas ao mesmo tempo tudo é tão fugaz. Eu sempre fui e imediatamente não era mais. O dia corre lá fora à toa e há abismos de silêncio em mim. A sombra de minha alma é o corpo. O corpo é a sombra de minha alma. Este livro é a sombra de mim. Peço vênia para passar. Eu me sinto culpado quando não vos obedeço. Sou feliz na hora errada. Infeliz quando todos dançam. Me disseram que os aleijados se rejubilam assim como me disseram que os cegos se alegram. É que os infelizes se compensam. Nunca a vida foi tão atual como hoje: por um triz é o futuro. Tempo para mim significa a desagregação da matéria. O apodrecimento do que é orgânico como se o tempo tivesse como um verme dentro de um fruto e fosse roubando a este fruto toda a sua polpa. O tempo não existe. O que chamamos de tempo é o movimento de evolução das coisas, mas o tempo em si não existe. Ou existe imutável e nele nos transladamos. O tempo passa depressa demais e a vida é tão curta. Então — para que eu não seja engolido pela voracidade das horas e pelas novidades que fazem o tempo passar depressa — eu cultivo um certo tédio. Degusto assim cada detestável minuto. E cultivo também o vazio silêncio da eternidade da espécie. Quero viver muitos minutos num só minuto. Quero me multiplicar para poder abranger até áreas desérticas que dão a idéia de imobilidade eterna. Na eternidade não existe o tempo. Noite e dia são contrários porque são o tempo e o tempo não se divide. De agora em diante o tempo vai ser sempre atual. Hoje é hoje. Espanto-me ao mesmo tempo desconfiado por tanto me ser dado. E amanhã eu vou ter de novo um hoje. Há algo de dor e pungência em viver o hoje. O paroxismo da mais fina e extrema nota de violino insistente. Mas há o hábito e o hábito anestesia. O aguilhão de abelha do dia florescente de hoje. Graças a Deus, tenho o que comer. O pão nosso de cada dia.'- Music: Cazuza - O mundo é um moinho ♪
Apesar de todos os contos, poemas, frases e músicas de amor, nenhum pode expressar o que eu realmente sinto por você, ao certo, eles podem resumir e exprimir algo pequeno, mas por esse motivo não os descarte, pois eles são capazes de significarem e expressarem a mesma coisa em partículas menores do que sinto. O amor, ele pode ter várias formas de expressão, podem ser extremas e ousadas, simples e cativantes, todas com o mesmo intuito de demonstração. Cada ser o ver e o senti de inúmeras maneiras, independente para quem ou o que seja. Para ele como não existe um significado concreto ou forma de expressão certa também não existe limites com relação a sexo, cor, tamanho, classe social, etc. Ele está acima das coisas, e é ‘usado’ tanto para o bem quanto para o mal, pois tudo tem dois lados, até o amor com a sua extrema e vaga significância.
Falar de amor pode ser fácil para quem ama e para quem é amado e ao mesmo tempo complicado. Mas vou falar que te amar é assim, deitar no asfalto e contar estrelas ao teu lado, sonhar acordado e te sentir interligado, ver a vida melhor mesmo com tudo que temos ao nosso redor, parar o tempo só por te ver sorrir, coração acelerar ao te ver passar, ficar sem ar ao te abraçar e a cada passo do caminho lembrar-me do seu olhar, são coisas simples mais que fazem a diferença, fazem história, fazem uma vida. Não trocaria nada do que já passou, porque acredito que nada é por acaso, tudo deve ser como tem quer ser. Você mudou a minha vida, me fez ficar distraída, me fez ver a vida colorida, meu refugio é você e nas conquistas e derrotas sei que posso te ter.
Apesar de tanto tempo e do tempo perdido, as horas passam e se formam dias, meses e anos. Sem que o relógio pare quando eu fecho os olhos. Mas ao acordar ainda fico sem saber se é sonho. Porque te amar me faz viver em um mundo superficial o qual só existe eu e você e todas as coisas do mundo parecem desaparecer. O amor floresce a cada dia que amanhece fazendo assim te amar mais que ontem e menos que amanhã.
Obrigado por existir, por estar ao meu lado e não esqueça; nada acontece por acaso e muito menos precisa ser bem explicado, só quero que fique na lembrança de que foi amado e que por mim sempre será. Nada há de ti apagar. Como um mero nome gravado em meu braço.
Te amo no passado, presente e futuro. :*
- Music: Los Hermanos - O Último Romance ♪























